Neste Natal compre de quem produz aqui

Produtos diferenciados, sem filas, preços justos e você incentiva o comércio local comprando dos pequenos produtores e artesãos

Elaine de Moura Félix Cabral e a filha Amanda vendem bolsas, laços, tiaras de unicórnio, patchwork, scrapbook e todo tipo de acessórios

Estamos há exatamente um mês para o Natal, principal data para o comércio onde todos os setores seja ele alimentício, decoração, vestuário, brinquedos, eletrônicos ou cosméticos ficam tumultuados de gente. São pessoas querendo garantir o presente para o ente querido ou uma lembrancinha para alguém que foi especial durante o ano decorrido, ou ainda manter viva a magia do Papai Noel, através de um brinquedo comprado e guardado para ser entregue no momento perfeito. O Natal é a data favorita de 10 entre 10 comerciantes.
A partir do final de outubro é possível encontrar eventos onde o Papai Noel esteja presente, shoppings decorados com o tema, e as vendas em todos os segmentos começam a esquentar. Com o cenário econômico em crise, não é difícil encontrar pessoas que mudaram o ramo profissional, passando a trabalhar em casa ou ateliês, são os pequenos produtores ou artesãos que fabricam seus próprios produtos artesanalmente – bolos, chocolates, doces variados, bordados, pinturas, costura em geral, bijuterias, arte em madeira, velas, entre outros.
Muitos destes profissionais liberais já nascem com o dom e fazem dessa arte o seu meio de sobrevivência, outros descobrem o talento para o ofício através da necessidade. O certo é que cada criação elaborada por um artesão traz um pouco do profissional, pois sabe-se que ali foi empregado tempo, talento e dedicação; elementos que um produto industrializado não possui. Especialmente com a proximidade da data festiva, é comum encontrar propagandas nas redes sociais, pequenas feiras de artesanatos, ou aquela pessoa conhecida oferecendo seus produtos.
As vantagens de comprar de um artesão são inúmeras, além de poder negociar os valores pessoalmente com quem faz, não há longas filas de espera como nas grandes lojas principalmente nesta época do ano e muitas vezes ele mesmo vai até o cliente. Você estará adquirindo um produto exclusivo ou que tenham sido confeccionadas apenas algumas unidades. Um presente artesanal tem maiores chances de surpreender do que um presente trivial como uma gravata ou uma caneta. Quando você da preferência por um produto feito em casa, está também colaborando com uma comunidade de profissionais do segmento e movimentando a economia da sua cidade.
Empreendedoras
Isabela Pavanelli se mudou recentemente para Águas Claras e produz doces artesanais. Criou a própria marca “Mamãe sou prendada” há pouco mais de um ano. Com a chegada do Natal acrescentou ao menu chocottones recheados para atrair mais clientes, que nesta época costumam comprar panettones e chocottones. “Eu acho que devemos apreciar e valorizar o comércio local, por exemplo, se um cidadão comprar um chocottone da marca famosa não vai fazer a mínima diferença para eles, mas se comprar uma unidade do pequeno produtor contribui bastante para o seu negócio”, pontua Isabela. Para ela, “um produto artesanal de qualidade depende da matéria-prima diferenciada e isto tem um custo elevado para quem faz, e às vezes quem compra não valoriza o trabalho feito à mão.” O ramo da confeitaria é um dos mais populares, para o profissional alcançar êxito precisa ter “qualidade e muita criatividade”, diz Isabela.
A artesã Sandra Lúcia Carleto Ritzmann, moradora de Águas Claras faz parte da Associação dos artesãos e artistas da cidade. Aprendeu desde criança o ofício com a mãe e depois em uma escola profissional a arte de lidar com tecido, tesoura, agulhas, linhas, tintas e produz atualmente para vender pesos de porta, arranjos e guirlandas personalizadas, protetores, panos de prato com apliques e barrados em crochê, bonecas, puxa-sacos e porta toalhas. Sandra define o seu trabalho artesanal como “vício do bem”, e para cada época festiva prepara artigos relacionados à data, personalizados e cheios de amor.
A crise afetou também a categoria, e as expectativas destes profissionais é que a maioria das pessoas comprará b

Elaine de Moura Félix Cabral e a filha Amanda vendem bolsas, laços, tiaras de unicórnio, patchwork, scrapbook e todo tipo de acessórios

em menos para poder suprir suas necessidades básicas, “mas há sempre esperança de boas vendas, pois felizmente existem pessoas que valorizam o artesanato e o trabalho manual”, afirma Sandra. Apesar de ser uma profissão 

milenar, e normalmente nos fazer lembrar de nossas avós ou tias, os produtos artesanais têm alçado novos padrões e está voltado a ser “elegante e moderno”, explica a artesã.
Elaine de Moura Félix Cabral juntamente com a filha Amanda de Moura Cabral confecciona bolsas, laços, tiaras chifre de unicórnio, patchwork, scrapbook e todo tipo de acessórios para os cabelos. Professora por 31 anos, foi diagnosticada com um câncer raro e para auxiliar nos custos com o tratamento e também como terapia contra a depressão Elaine seguiu os conselhos da filha e entrou de corpo e alma para o artesanato. Elas são responsáveis pela

Isabela Pavanelli e sua marca “Mamãe Sou Prendada”: opções de doces e chocolates, incluindo chocottones recheados para atrair mais clientes, que nesta época

marca “Entre flores e panos” e es tão se preparando para a feira Bora Lá, organizada pelo grupo Casa de Amigas que acontecerá de 9 a 31 de dezembro no Shopping Felicittá. “Águas Claras valoriza o trabalho artesanal, já fiz feira em vários locais do DF, mas Águas Claras surpreende. Serão muitos dias de feira, por isso a produção está sendo grande, estamos animadas”, destaca Elaine Cabral.